Joãozinho e Maria na cidade
Joãozinho e Maria na cidade
AUGUSTA FARO FLEURY Joãozinho e Maria, depois de conseguir eliminar a terrível, monstrenga, endiabrada Bruxalda, a bruxa mais cruel do Reino das Bruxas e do Principado da Cornuália, voltaram a morar em sua casinha no meio da floresta. Com seus pais, claro! Aprenderam a ler, faziam contas e problemas com ajuda de pedrinhas, flores, pauzinhos, grãos e ramos – assim, ficaram ótimos em matemática. Seu Mudinho, pai das crianças, queria que elas fossem para a capital, estudar mais. Então, levou os meninos para lá. De cara, Joãozinho e Maria foram morar num edifício grandão. Todo dia, só de pensar em descer no elevador, Maria sentia gelar a barriga, batia queixo, suava as mãos e bambeava as pernas. Tadinha! E Joãozinho? Sempre se perdia no caminho da escola. No colégio, os colegas riam deles. Caçoavam das roupas desengonçadas, dos cabelos feios e da maneira como carregavam o lanche e os livros: dentro de um carrinho de bebê. Como sofriam os garotos da floresta naquela cidade! Joãozinho e Maria ficavam sem graça com as brincadeiras, riam amarelo, não sabendo o que fazer ou dizer. Quando pensavam numa resposta já havia passado da hora. Joãozinho e Maria desmaiavam de saudades da floresta, dos regatos e cachoeiras, do banhos de rio, do silêncio bom para pensar e dormir, da cantoria dos passarinhos cedinho, do carinho dos pais. O tempo passava, tanto Joãozinho quanto Maria desejavam cursar veterinária para cuidar dos bichos das matas. Tinham um bom motivo: em sua casa na floresta, moravam no quintal cachorrinhos, gatos do mato, tucanos, pombas, galos, perus, galinhas, peixes, sapos, lagartixas, borboletas e ainda oncinhas, lobos, tamanduás, macacos, coelhinhos, tartarugas, jabutis, porcos. Nem sei quantos bichos mais zanzavam por aquele quintalão. Joãozinho e Maria refugiavam-se no zoológico ou no jardim botânico todos os domingos. Mas isso não diminuía a saudade. Aliás, pelo contrário. Também estavam irritados com o trânsito doido, com os seqüestros e roubos todos os dias por perto. A falta de educação geral, o barulho, a falta de água (às vezes), e o escuro quando também faltava luz (na floresta não havia luz, só lamparinas, e isso eles apagavam quando queriam). Pois é, Joãozinho ficou bobo de ver como existiam tantas farmácias, hospitais, clínicas: – Credo! Que gente doente, essa da cidade! – espantou-se um dia. Maria ficou impressionada com o povo que se dizia civilizado: – Gente estúpida, briguenta, de cara ruim! – reclamou a menina. Sem pensar mais, os dois irmaõs fizeram suas malinhas e, dessa vez, fugiram para a casa da floresta de vez. A cidade grande era pior que todas bruxas do mundo! Assim, voltaram a ser felizes, cuidando da bicharada e passeando de vez em quando no povoado. – Felicidade é isso! – garantiam para quem quisesse ouvir Joãozinho, Maria, Mudinho e a mãe, Norinha.
Amiguinho caipira
Eliane Varaschini Ô, cumpadi! Ô, cumadi! Vamo fazê um buneco gaiato pra mode enfeitá o arraiá?
Materiais
x Prato de papelão x Retalhos de papel e de tecidos, fitas x Canetinhas x Cola e tesoura
Hora de Fazer
x Desenhe o rosto do caipira no prato de papelão usando as canetinhas coloridas. Ao redor cole os cabelos feitos de papel, tecido ou qualquer outro material que tiver em casa. Vale inventar! x Recorte o chapéu em papelão ou cartolina e enfeite como a imaginação mandar. x Pronto! Agora, cole a carinha num espetinho ou galho e fixe no lugar escolhido.
AUGUSTA FARO FLEURY Joãozinho e Maria, depois de conseguir eliminar a terrível, monstrenga, endiabrada Bruxalda, a bruxa mais cruel do Reino das Bruxas e do Principado da Cornuália, voltaram a morar em sua casinha no meio da floresta. Com seus pais, claro! Aprenderam a ler, faziam contas e problemas com ajuda de pedrinhas, flores, pauzinhos, grãos e ramos – assim, ficaram ótimos em matemática. Seu Mudinho, pai das crianças, queria que elas fossem para a capital, estudar mais. Então, levou os meninos para lá. De cara, Joãozinho e Maria foram morar num edifício grandão. Todo dia, só de pensar em descer no elevador, Maria sentia gelar a barriga, batia queixo, suava as mãos e bambeava as pernas. Tadinha! E Joãozinho? Sempre se perdia no caminho da escola. No colégio, os colegas riam deles. Caçoavam das roupas desengonçadas, dos cabelos feios e da maneira como carregavam o lanche e os livros: dentro de um carrinho de bebê. Como sofriam os garotos da floresta naquela cidade! Joãozinho e Maria ficavam sem graça com as brincadeiras, riam amarelo, não sabendo o que fazer ou dizer. Quando pensavam numa resposta já havia passado da hora. Joãozinho e Maria desmaiavam de saudades da floresta, dos regatos e cachoeiras, do banhos de rio, do silêncio bom para pensar e dormir, da cantoria dos passarinhos cedinho, do carinho dos pais. O tempo passava, tanto Joãozinho quanto Maria desejavam cursar veterinária para cuidar dos bichos das matas. Tinham um bom motivo: em sua casa na floresta, moravam no quintal cachorrinhos, gatos do mato, tucanos, pombas, galos, perus, galinhas, peixes, sapos, lagartixas, borboletas e ainda oncinhas, lobos, tamanduás, macacos, coelhinhos, tartarugas, jabutis, porcos. Nem sei quantos bichos mais zanzavam por aquele quintalão. Joãozinho e Maria refugiavam-se no zoológico ou no jardim botânico todos os domingos. Mas isso não diminuía a saudade. Aliás, pelo contrário. Também estavam irritados com o trânsito doido, com os seqüestros e roubos todos os dias por perto. A falta de educação geral, o barulho, a falta de água (às vezes), e o escuro quando também faltava luz (na floresta não havia luz, só lamparinas, e isso eles apagavam quando queriam). Pois é, Joãozinho ficou bobo de ver como existiam tantas farmácias, hospitais, clínicas: – Credo! Que gente doente, essa da cidade! – espantou-se um dia. Maria ficou impressionada com o povo que se dizia civilizado: – Gente estúpida, briguenta, de cara ruim! – reclamou a menina. Sem pensar mais, os dois irmaõs fizeram suas malinhas e, dessa vez, fugiram para a casa da floresta de vez. A cidade grande era pior que todas bruxas do mundo! Assim, voltaram a ser felizes, cuidando da bicharada e passeando de vez em quando no povoado. – Felicidade é isso! – garantiam para quem quisesse ouvir Joãozinho, Maria, Mudinho e a mãe, Norinha.
Amiguinho caipira
Eliane Varaschini Ô, cumpadi! Ô, cumadi! Vamo fazê um buneco gaiato pra mode enfeitá o arraiá?
Materiais
x Prato de papelão x Retalhos de papel e de tecidos, fitas x Canetinhas x Cola e tesoura
Hora de Fazer
x Desenhe o rosto do caipira no prato de papelão usando as canetinhas coloridas. Ao redor cole os cabelos feitos de papel, tecido ou qualquer outro material que tiver em casa. Vale inventar! x Recorte o chapéu em papelão ou cartolina e enfeite como a imaginação mandar. x Pronto! Agora, cole a carinha num espetinho ou galho e fixe no lugar escolhido.


2 Comments:
At 19/12/07 23:24,
rafael said…
Nossa!Achei muito interessante este final de história, ainda não tinha percebido esse nova possibilidade de trabalhar com os meus alunos.Como é bom poder contar com parceiros competente e criativos como vocês. Fiquei muito feliz e gostaria de estar sempre recebendo sugestões, experiências como esta, que só vem acrescentar os nossos conhecimentos para enriquecermos as nossas aulas. Sou professora, gosto do que faço e admiro as pessoas dedicadas e cmprometidas com a educação.
Um grande abraço. Aguardo mais sugestões.Desejo um feliz natal a todos Berenice Mendes de Oliveira- Salinas - MG e mail berenicemendese@.com.br
At 20/4/09 17:29,
Mara Rúbia Pereira Duarte Rocha said…
Adorei as vezes nao sabemos com formular uma provinha. Ja montei uma de portugues meus alunos sao do 4 ano. Beijos.....
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